sexta-feira, 23 de novembro de 2007

O MAL NATURAL


Nestes tempos onde a escassez de luz é mais viva do que qualquer outra coisa, nunca vi tão claro. Até os sonhos têm sido assim. Neles as pessoas têm aparecido como querem e insistido em me dizer coisas que não quero e nem faço questão de ouvir.
Na noite passada, nas horas do supremo descanso, ou seja, quando no máximo eu deveria estar sonhando com algum anjo ou com o espírito completamente alheio, eis que fiquei familiar com certas criaturas - seria um pouco engraçado chamar de gente - que lá estavam me explicando como e porquê, vejam só, faziam o mal. E eu, apavorada com a idéia, não compreendia e perguntantava e insistia e obtinha sempre a mesma resposta:
- Porque é natural. Porque somos assim.
E enquanto observava as artimanhas, como um espectador sem poder algum eu sentia diminuir o medo e aumentar a agonia diante da impotência. Não articulava palavras e meus olhos circulavam questionando. E a resposta vinha sempre, sempre a mesma:
- Porque é natural.
Mas para mim não é natural. Não consigo achar o mal natural. Mesmo que eu o veja em cada canto, que o sinta e saiba persistente. Não consigo achar que o mal seja natural.
Espero sinceramente que esta noite quando eu for dormir encontre a paz de uma noite sem um sonho sequer. Coisas assim já vejo acordada. Quando durmo sempre espero o bem... pelo menos quando durmo... pelo menos....

(Escutei Liverpool Express cantando You are my love, depois James Taylor e sua bela Old friend...)

Imagem da net

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