terça-feira, 11 de dezembro de 2007

DE MORTAS FLORADAS


Quem me dirá se aquela flor voltará a nascer? Quem me dirá se sua vida iria valer?
Quanta dor senti ao deparar com a noite escura
observando a imagem que se refletia em meus passos
Nem se pode chamar de loucura
Os devaneios da mente sem compassos...
na estrada estreita e cheia de pedregulhos
Olhando ao longe, o mar divino se precipitar
A vida recolhia reprimida seus entulhos
Sem que as luzes conseguissem se dissipar
O mar refletia a lua, não seus brilhos
O trem voava na terra, sem seus trilhos...
Aquele amanhecer silente
A última estrela que surgiu
As lembranças tão recentes
Não sumiram com a dor e o amor sumiu...
Os pés não sentem a caminhada
Porque as vezes a fraqueza se fantasia
Quando a alma se corrói bem desvairada
Ou será porque a força se distancia?
O que seria de meus sonhos tolos e bonitos
Se apenas uma estrela não tivesse nascido...
Estariam hoje esquecidos... esquisitos...
Frente aos meus olhos cegos e vividos.
Se aquele foi o primeiro sol da madrugada
De encontro a um horizonte sem destino
Ah, eu me sinto tão menina
A pular e florescer entre floradas...
Pois que nenhuma bebida embriaga tanto
quanto palavras feitas para iludir
E a vida da flor tão morta eu canto
Antes que minha consciência me venha pedir...
São confusões físicas, anormais, tão impossível...
Que o coração por tanto sentir já não mente
E pergunta ao tempo se ele é de real irreversível...

(Poema de 1981, estava guardado entre tantos outros numa caixa...)

3 de papo!:

Edson Marques disse...

Que lindo!




Abraços, flores, estrelas..

rita disse...

ai! quiqui!
que lindaaaaa!!!
bjão amigucha!

Zuleida disse...

LIndo!!

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