quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

SECOND LIFE, SECOND CHANCE


Andei pensando naquele jogo que é uma verdadeira febre mundial, o "Second Life". Já tinha lindo sobre ele em algumas revistas especializadas, é um jogo até bem interessante. Nele a pessoa (em casa, sentadinha ou deitadinha) atrás do seu computador, cria um personagem (diga-se "avatar") e parte para viver uma nova vida num novo mundo. Literalmente.
Porque o Second Life, é a famosa "sencond chance" para todos os que têm não só uma vontade enorme de brincar ou um vício daqueles de jogar. É "o" jogo que deu a oportunidade ao vivo (porque é "online", ou seja, ao vivo) para milhões de pessoas incapacitadas por problemas físicos, psicológicos, emocionais ou simplesmente resultantes de comodismo "crônico".
No filme que me fez voltar a pensar no assunto, uma garota extremamente solitária estabelece um relacionamento com um rapaz solitário e doente terminal. Os dois, jovens quase adolescentes, de beleza física simples e personalidade medíocre na realidade, dentro do jogo são verdadeiros ícones. São reconhecidos e a garota tem até mesmo o título almejado de "celebridade virtual".
É o segundo filme (seriado) este mês que mostra o universo virtual se sobrepondo à realidade de uma maneira tão opressora. Nos dois filmes há morte, nenhum dos dois acaba bem. Nenhum dos dois passa uma mensagem positiva. Apenas a carcaça da segunda chance vinda através dessa segunda vida chegando num violento ímpeto de solidão, obsessão e ira.
Claro que pessoas de idade (como li sobre pessoas asiladas em casas de saúde), pessoas com saúde precária (que não podem se locomover) acharam no Second Life na verdade a segunda oportunidade de viver. Mas e os jovens e saudáveis? E os adultos e saudáveis? E todos os saudáveis que podem viver a primeira, a segunda, a terceira vidas dentra da verdadeira e real vida? Por que optam eles por Second Life?
Pelo "fun", vão responder alguns. Pelo gosto do desconhecido vão responder outros. Pelas máscaras dirão outros ainda. E tantas outras respostas...
Aqui, de trás de meu computador de onde gosto mesmo é de escrever e ler, tudo o que eu poderia dizer é que não há nada mais cheio de adrenalina, mais cheio de surpresas, mais especial, mais... mais tudo... do que a "First Life", esta primeira vida, esta aqui mesma que a gente ganhou aí do universo e como já dizia o Gonzaguinha: ''... é bonita, é bonita e é bonita!".

(Claro que eu tive que colocar o Gonzaquinha pra cantar comigo: "Viver, e não ter a vergonha de ser feliz... viver...)
Imagem da net

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