quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

SOLAVANCOS


Quis viver em teu mundo
e abandonei-me nas horas...
a espera de qualquer indício
uma mensagem, qualquer uma...
Mas o tempo passou e
sob o silêncio dos teus atos...
Absorvida por teus vícios
submissa aos meus recatos
Adormeci triste e ansiosa.
E ao despertar caminhei
por muitos dias nos teus passos...
Esquecendo a aflição da
falta dos abraços...
Ouvi o soluçar do meu íntimo
Nos dias em que quis
morrer entre o teu corpo
e nem assim de ti senti chegar
qualquer pedaço que fizesse
de mim recordar...
Só dores, dores por querer a ti
bem mais que tudo
Roubaram-me do olhar o
brilho festivo
Mas não me amar... nem foi triste
foi um imprevisto
de uma vida inteira...
E finalmente quando viestes
para viver no meu mundo...
quando de ti recebi todos os sinais
eu tive os sonhos, eu vi os finais
Só não soube entender
e o significado fugiu
junto contigo, junto com a vida...
Abandonamos as horas como
ninguém...
A espera de mais nenhuma
mensagem de alguém...

(Ouço Evanescence, enquando coloco aqui este poema escrito em novembro de 1978)

Imagem da net: Face to Face

1 de papo!:

Zuleida disse...

Arrancando as coisas da alma...

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