quarta-feira, 30 de abril de 2008

EXPLODE A CABEÇA


Todas as vezes que tenho esta dor penso que ela vai me matar. Ou que eu vou tomar a dianteira e fazer alguma coisa para que ela cesse de me fazer tanto mal. Ela tem nome, se chama enxaqueca, tem motivos, provocações, causas. E todos os remédios engolidos não são remédios contra ela. Só o tempo. Só o tempo. E uma paciência que perdi faz tempo.
Enquanto ela está aqui tudo perde a importância. As coisas que poderiam ser boas tornam-se desnecessárias e as outras completamente inúteis. Preciso desesperadamente, há 48 horas eu preciso desesperadamente, que seja amanhã... e que nada venha atrapalhar este meu amanhã...
Para que ela não queira, por motivo algum, ficar um pouco mais... eu provalmente não suportaria...

4 de papo!:

Isa disse...

Com certas coisas é impossível transmitir a real intensidade só com palavras. Não sei como é essa sensação aflitiva, mas imagino que deva ser algo horrível.
Agüenta firme, Jacque!
O negócio é não deixar a peteca cair, lembrar de algo que vale a pena lutar, e com isso renovar as esperanças.
Dores terríveis se tornam mais amenas quando investimos na fé de que vão melhorar. E vão! =D

Fica bem, viu? ^_^
Beijão!!

Anônimo disse...

Amiga Jacqueline,
sinto que sejas mais uma vítima da enxaqueca. Há dez anos tive a última grande que pensei iria me matar.Em julho de 1998 mudei aqui para a praia e havia um jogo do Brasil (na Copa). Fui
parar no médico (o Brasil perdeu) e descobri que o
meu problema (pressão altíssima)esperava por um medicamento chamado atenolol. Até hoje não passo um dia sem.A dor de cabeça eu não sei mais o que é.
Sou hipertensa desde criancinha e
aceitei minha condição.O cardiologista, sem querer, acabou com a minha enxaqueca. E a sua
pressão amiga? É alta?
Agora uma notícia bonita:Recebemos em casa a visita inesperada de um casal que mora em Berlim.
Dei de presente à moça uma mini
tela de Richard. Elas leu o nome
na canoa e falou: ah eu tenho uma amiga Kika é Francisca (a moça está
falando portugues maomeno, e o
namorado é um brasileiro que mora
na Alemanha há uns dez anos), daí
falei assim: olha essa Kika se chama Jacqueline.
Eles ficaram encantados com a paisagem pois tinham visitado a Ponta da Barra. São gente muito
culta e simples. O rapaz começou a
falar de um conto de Clarice Lispector e depois da obra de Rimbaud, Verlaine daí não me segurei e falei: Voce vai levar
um livro de autoria da Kika pois ela cita justamente Clarice e Verlaine bem aqui no comecinho ó! E já que voces gostaram tanto de Laguna, conheçam -na através da
Kika e do grupo Carrossel.
Saíram encantados e agora devem
estar descendo em Berlim com
Chachá e Kika na bagagem, alem do
"Mudanças e Permanências".
Vai beijo pra voce e desejo grande
de melhoras.
Com o carinho da Fatima.
P.S.: Em Laguna chove desde ontem e segundo o jornal havia uma ameaça de ciclone, mas creio que foi todo pro mar.

Jacqueline disse...

Isa, que bom te ver de volta! Já fui lá te ler, sei até das mudanças de casa, que legal!! Obrigada pela força!Beijão
Fatima minha querida, não sabia que já tinhas passado por aí. Pois é, a minha pressão é tão baixa, que mais baixa vai encostar no chão, olha só!) Mas infelizmente outros fatores bem ativos participam e o neurologista já deu jeito em vários "agentes", mas alguns ainda são teimosos... Mas tenho fé. E sei que vai ter que sumir. Ontem de noite tive de novo... hoje acordei bem. O negócio é seguir. Beijocas 1000 e todo carinho aqui de longe (aqui tem um sol bonitinho, quentinho!!).

Jacqueline disse...

Ah, Fátima... e obrigada por me fazer viajar ao lado do pai no coração de pessoas que amam a arte! Muito obrigada de coração viu querida! Bjus

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