sexta-feira, 30 de maio de 2008

DE CORES, TORRES E INSIGHTS


Hoje fui branca. Brancas nuvens dos céus eternos que passaram vãs e em vão por cima de todas as cabeças que ascenderam a esta geração que é a minha e que encontra descendências dela geradas, pálidas, esquálidas, em transe de uma transparência abafadiça, cheia de corpos nada sutis. Mas porque quis além também encontrei em mim cores, cores vivas, fortes, gritantes, estapafúrdias e terrenas, bem terrenas, bem raízes. E então fui negra, mais negra que a noite que me aguardou e torturou durante anos mantendo-me refém das dores loucas e presa em minha própria cabeça como numa torre de um castelo sóbrio, cinza, alto em sua montanha de pedras. E se desci pelas escadas e saí pela porta? E se me joguei da torre e caí, estatelada no chão pedregoso? E se voei pela janela e alcancei os céus? Hoje fui eu. E só bem dentro de mim, lá bem dentro de mim um arco-íris conta histórias para mais saber...



(Quer ouvir uma boa surpresa? Ouve Marina Machado. E a última música, "Unencounter", que repeti umas 3 vezes, vai ser a maior supresa mesmo...)

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