sexta-feira, 6 de junho de 2008

DO NADA



Ele desceu as escadas,
desvairado e tonto
O corpo bêbado
e o pensamento zonzo
Tentando sobreviver a si mesmo
Tentando agarrar-se à esmo
A todos os gestos desesperados.
Gritou. Calou. Escorregou. Caiu.
Como escapar daquelas mãos horrendas,
desarmado!
Como chegar às ruas sem ser
agarrado?
Lendas, mortes, sofrimentos...
O que o traiu?
Foi o torpor da noite
...ou a bebida forte
A dor do açoite ou
... o medo da morte?
Fugir. Fugir.
Escapar das mãos horrendas
Que não eram lendas
Desarmado
Desestruturado
As mãos…
Coração…
Perdão!


(Ouvindo músicas, fico aqui pelo blog, uma das coisas que mais gosto de fazer. E cantar, e cantar, e cantar...)
Imagem da net

1 de papo!:

J. Machado disse...

Como é que do Nada sai tudo isso?Isso é Nada? Não! Isso é tudo.
Tudo é muito Bonito!!
Grande abraço!

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