terça-feira, 17 de junho de 2008

UM FIO DE VOZ


Não te pedi, silêncio atroz.
Não te pedi nem por um segundo.
Há tempos, eu lembro, em teu mundo
Quase perdi a vida, deixei a voz...


Entre o leito e as paredes eu afundo
Razões, delas só quero a mais veloz
Dentro de mim só chove, ah! meu algoz...
Este sorriso preso que já me foi tudo!


Espia! Um rasgo de esperança viu a luz...
Enfeitiçou a pena, pôs-se a conduzir serenas,
As letras que pensavam ser amenas...
Quimera! A palavra lembra, fere, ela seduz...
No pensamento traz doçura e a figura plena
De toda uma saudade que será eterna!

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