terça-feira, 15 de julho de 2008

MONTREUX JAZZ FESTIVAL: EU OLHO PRA TRÁS E PRA FRENTE

Paul Simon: vesti uma camisa amarela...


Paul Simon e o baixista sul-africano Bakithi Kumalo, que show!!


Um dos shows no Montreux Jazz Café


A noite é uma criança...

As pessoas circulam sem parar...


Tem gente por tudo e público para tudo!


A noite começa, ali pelas dez horas...


Vista aérea dos locais do festival


Vista aérea dos locais do festival


Bem que eu gostaria de começar a falar já de domingo (eu flutuei ouvindo o João Bosco, eu juro!!!) mas seria uma injustiça muito grande com toda a semana que passou antes disto. É muita emoção pra esta alminha só e e não dá para olhar só para o instante presente... é preciso olhar para trás, para frente... dançar com os olhos como o corpo dança nas lembranças que ficam, deliciosas, dos momentos maravilhosos deste festival.
Eu sei que Montreux está aqui do lado e que os 90 quilômetros (mais ou menos) que a separam de Genebra nem sem são tanto assim... Ainda bem! Porque sinceramente, ô percurso gostoso de se fazer! De um lado as montanhas, lindas!, de outro o lago, que quanto mais perto vai se chegando, mais dentro das montanhas vai entrando. Quando o sol tá no lugarzinho dele (é verão e ele deveria brilhar o dia inteiro mas ele anda encrenqueiro que só nos finais de semana...) a gente vai pela estrada chamada "nacional", curtindo as paisagens, o mais devagar possível. Ai... todo mundo deveria tirar férias e convergir literalmente pra cá nesta época. E então, quando o sol fica de mal uma ida pela auto-estrada é a melhor pedida. E a vista não perde nada. É tão linda quanto. Uma sensação de chegada ao paraíso. Lá do alto.
Vários passeios esperam quem chega ao festival. Passeios que são show. Trens que circulam de uma cidade a outra com bandas tocando jazz, barcos passeando pelo lago em ritmos diversos (no fim de semana conhecido como "o fim de semana brasileiro" e que aconteceu nos últimos dias 12 e 13 foram 3 barcos ao som de muito Brasil. Para estes, brasileiros vindos de toda a Suíça - e garanto que são muiiiiitos - vêm em massa para participar sabendo já que à noite os shows estarão lá.
Montreux em seu pavilhão "mor" tem duas grandes salas: o Auditório Stravinsky e a Miles Davis Hall. E é em geral entre estas duas salas que se passam os grandes acontecimentos. Claro que muitos podem (e acontecem) fora delas. Mas, em grandes linhas, é por ali que o trem passa...
E um show aqui, um passeio ali, eis que na terça aparece ele, bem daquele jeitinho dele: Paul Simon entra no Auditório Stravisnky. O mesmo Paul que a gente se acostumou a chamar pelo sobrenome e a atar ao sobrenome do "outro". E esquecer que ele existia sozinho.
Discreto no jeitinho (e nem um pouco nas roupas!) ele chegou e sua voz marcou a presença. Fechando os olhos era impossível não se transportar para o Central Park e pensar mais uma vez que Art e Paul poderiam ter ficado juntos. Mas... depois de algumas músicas, o público vibrando, deu pra entender porque muitos críticos sempre consideram Simon a parte mais criativa e inovadora da dupla.
Mas mito é mito. E Mr. Simon cantou Mrs Robinson para nós, as ladies de plantão, e para todos os eternos meninos. Lágrimas, palmas. Mais um momento para gaveta do eterno.





(Muitas músicas boas... eu não canso de ouvir tanta música boa minha nossa....)


Imagens: do site Montreux Jazz Festival http://www.montreuxjazz.com/

1 de papo!:

Anônimo disse...

Gaveta do eterno é ótimo!
Jacque este post tá tudibom!
A gente viaja junto com voce
a medida que vai lendo.
BBBBBBBeeeeeeejúúúúúúda Fatima

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