quarta-feira, 16 de julho de 2008

VERSÕES DO PARAÍSO


Estava aqui pensando numa frase que eu mesma usei outro dia num outro momento, que foi: parece que estou chegando no paraíso. Esta frase definiu bem o que senti quando estava sentindo ao chegar em Montreux naquele dia. E hoje, lembrando disto pensei em outros momentos em que tive esta mesma sensação. Há muitos anos atrás, no princípio nos anos 80, descendo a Avenida Niemeyer, no Rio de Janeiro, ao olhar o mar, tive a mesma sensação... aquela beleza toda me fez um efeito imenso que não se apagou. Bem mais recente, ainda este ano, atravessando de bote para ir para o outro lado da barra na minha terra, a Laguna, a sensação voltou. Estou chegando no paraíso...
Mas que idéia de paraíso é esta que guardo de dentro de mim? Pelo que começo a perceber, completamente terrena! Paisagens idílicas, lugares perfeitos, ambientes que eu escolheria para permanecer vidas durante. Vidas. Não uma. Muitas. Todas. E jamais tocando harpa ou sobrevoando numa nuvem. De preferência sentada numa mesa entre amigos, ouvindo um violão amigo ou outra boa música. É, o que eu chamo de paraíso é o planeta terra mesmo...
Será que a gente constrói idéias assim terrenas de paraíso para evitar as idéias mais etéreas e distantes? Aquelas que conduzem a uma porta de saída e lembram que existe a possibilidade da partida e, óbvio, do reencontro com o mais que famoso e comentado lado de lá?
Difícil é imaginar uma vida eterna (e-ter-na, lon-ga mes-mo) fazendo crochê, tocando nuvens com o pé ou trombeta em cima das mesmas... E isto mesmo se a gente tiver asas e puder abanar as mãozinhas uns para os outros em sinal de contentamento...
Sem maldade... ou com. Melhor seria um paraíso mais animado. Como Montreux, o Rio de Janeiro ou a Laguna. No verão, as três. E cheias de amigos. De música. De água. De céu azul. Ai!
Saí pelo google fazendo uma pesquisa de imagens para ver o que calharia como meu "wallpaper" dentro deste meu novo sentido de paraíso e, vejam só o que vi em primeiro lugar: Bora-Bora! Catei uma imagem, coloquei de fundo, olhei bem para ela e pensei... é verdade... é um paraíso.. Paraíso? Paraíso! Paraíso.... meus sonhos são verdadeiros paraísos!


(Yo-Yo Ma me tranquiliza. Ouço "Apassionato", um dos meus CDs favoritos - um paraíso!. Teve uma pausa para ver um clip recebido de um amigo com uma roda de samba improvisada cantando um velho samba canção... eta, paraíso!!!)


Meu wallpaper: Bora-Bora

3 de papo!:

Sergio LdS disse...

Jacqueline, o problema, penso, é que há uma série de paraísos. Alguns daqueles que elegi já pude visitar. Outros estão nos meus planos. Em outubro, por exemplo, quero ir até Azenhas do Mar (Portugal). Talvez eu me acomode nalgum... Talvez em Laguna ou São Chico, Piran ou Bled, aqui na Ilha ou num cantinho da Suiça... Complicado mesmo é o purgatório...

Anônimo disse...

Jacqueline amei o post! Paraíso é
isto mesmo que voce sacou! São estes momentos. São ilhas neste
purgatório hahahahahahah. Céu e inferno é coisa pra quem tá vivo.
Depois da partida é o lance da
energia cósmica, não tem mais individualidade, o que facilita tudo.Tipo assim é um pijamão
enorme bem macio, e dentro da
calça não há ele, nem ela, claro.
Deus é um biço bem gande que vai quecendo, quecendo sempre, dentro
de um pijama enorrrrrrrrrme.
Pôxa Jacque, se fosse pra fazer crochê eu tava ferrada!
Pra mim seria o inferno ter que
fazer crochê no céu!
Vê se concebe um céu ao qual eu
me adapte. Que tal uma canequinha
com sabão e um canudinho?
A fazer lindas bolinhas coloridas daí eu queria.
Beijíssimo da Fatima (que perdeu o
sono e agora vai tentar uma canja
de galinha.)

julita disse...

Ah Jacque, queria estar em um paraíso,qualquer um.
Bjão.
Julita.

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