terça-feira, 19 de agosto de 2008

DO IMPESSOAL A MIM




Sentou-se no corredor e esperou.
O frio passou.

O que faz alguém
condenar a si mesmo
sem dar margens a outras verdades,
sem jogar bóias ao rio?
Paredes se fechando
Opções fatais-letais de não retorno
elas são sempre mais claras para
o condenado em seu exílio
do que as supostas ilhas de esperança
e as estrelas de salvaguarda
que deveriam por perto estar.
No espelho: Tu me condenas... mesmo?
Eles me condenam... todos? Onde foi que não entendi...
Tantos não entendidos quanto mal compridos
Tantos mal condenam quanto me condenam
E eu? Nesta única realidade?
Por que me condenastes?




Imagem: Dimitri Vinogradovov

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