sexta-feira, 29 de agosto de 2008

ENSURDECEDOR


Muitas horas se passam. Sem sentir e sem sentido. Silêncio total fora de mim. Dentro, conversas incessantes. Penso, lembro, tento fazer planos. Estico momentos. Não gosto de passar o tempo, gosto de vivê-lo. O intervalo entre o levantar da cama e o deitar-se novamente nela fala de horas e horas de um silêncio inevitável. Silêncio para a minha voz que não sai da garganta. Neste exercício constante de mudez já me acostumei e adaptei e me domei e me doei. Quase sou um bicho doméstico que corre e dança conforme as músicas. Mas sem as músicas. Sem ser conforme. Sem ser bicho. Apenas estando silenciado pelas circunstâncias, amenizado pela dor que é bem maior do que toda a imaginação que coube um dia no triste-alegre picadeiro de seu circo.
(Chega. Coloquei músicas agora. Bettye Lavette canta Choices... Como é bom ouvir boas músicas...)

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