sexta-feira, 22 de agosto de 2008

VIGÍLIA


Me encosto sobre a vigília dos meus atos e fico submissa a todas as esperas. Nenhum desejo pode sobreviver a esta agonia imensa e intacta diante do olhar que, vago, perde-se em tudo o que já se foi. Pouco importa o que virá ainda, é o nunca, soberano, que impera o delírio deste silencioso instante. E por isto, por isto e por coisa mais nenhuma, serei eterna na espera do nada e nada esperarei portanto, por nada ser. Nada.

1 de papo!:

rita disse...

ô sua catinguenta!!!!
vê se aparece tá????
ainda não deu, é?
já tá na hora de botar o focinho prá fora desta toca, que não toca nada, nem entoca coisa alguma...
na toca nada existe,
tudo se imagina,
e se sofre por que se imagina
e se imagina porque se sofre!!!
e se entoca porque se imagina protegida
mas quanto mais protegida
mais se sofre, viu?
bjo

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