sábado, 6 de setembro de 2008

DECANTANDO O AMOR


Amei perdidamente
incontrolável
simbiótica e
simbólica
mente e
corpo
no ventre...
Afastei-me aos poucos
insolente
caprichosa
silenciosa
espírito e
corpo
oscilando e ociosa...
Odiei profundamente
em anos juventude
adolescência
nas incertezas
nas inconstâncias
falta de incessância
do corpo
da mente
do espírito
imutabilidade do ódio...
Recriei formas de amor
Em certos momentos
De certos instantes
De alguns dos vintes anos...
Despertei para normas de amor
Em muitos momentos
De tantos instantes
De outros tantos trinta anos...
Corpo abatido
Mente assoberbada
Espírito irrequieto
Após algumas guerras
solitárias, contra o mundo
e outras contra moinhos de vento...
Voltei a amar.
Amo profundamente
calmamente
docemente
eterna e
absoluta...
mente abatida
corpo cansado
espírito vazio...
e a ùnica certeza,
o amor do início
o amor do ventre
que era o amor do antes
e que será o amor de sempre.


(Hoje, acordei desde cedo com vontade de ouvir a trilha sonora do filme Across de Universe. Já ouvi mais de uma vez. Já ouvi, já cantei, já ouvi, já cantei... é tão bom...!)



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