segunda-feira, 10 de novembro de 2008

NOITE INGRATA


A noite cai e dela, enternecida,
fecho meus olhos ao mundo lá fora
O interessante só começa agora
quando as estrelas são minha guarida.

Dorme o corpo e sai a alma perdida
Desejos grandes de não ver a aurora
Distantes de tudo e em tudo uma demora
Viver a vida antes não vivida

E quando acordo, a manhã sentida
O sol ou a chuva, a dor, a paz contida
Segundos tantos que serão a hora

A noite se foi e com ela foi embora
Toda a magia que, desperta, a mente ignora
Todo fantasma que de dia é só ferida.


(Poema iniciado em 11.7.96 e terminado hoje, ouvindo a Royal The Royal Philharmonic Orchestra tocar Pink Floyd...)

4 de papo!:

Anônimo disse...

Poema lindo Jacque!
Beijos daqui, da praia do Mar Grosso.Fatima.

RITA disse...

LINDO!!!!
bEIJÃO QUIQUI!

Zuleida disse...

É! A noite é um abrigo. O acordar às vezes dói muito.
Beijo

Maria Regina disse...

As noites traduzem muito mais o que sentimos...
Lindo poema!
Obrigada pelo carinho e pela visita

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