domingo, 14 de dezembro de 2008

A ARTE DE COMUNICAR


Comunicar. De acordo com o Houaiss, uma das definições seria " transmitir, passar (conhecimento, informação, ordem, opinião, mensagem etc.) a alguém; enviar (mensagem, informação, diretiva) por meios eletromagnéticos e etc... Faz um bom momento que não estou me comunicando. Praticamente com ninguém.
Como se algum fio tivesse sido cortado dentro de mim, simplesmente parei. Não telefono, não atendo telefone; não envio emails, não respondo emails; apenas sinto uma dor que algumas vezes é curta e noutras longa. E perfura. Dor de não saber exatamente em que lugar me encontro e só saber que onde me encontro não dá sinal, não consigo dar retorno. Por maior que seja a minha vontade ainda não dá.
Já estive mais longe, já estive mais fundo, já estive mais diáfana em minhas divagações entre as dores que são fortes, muito fortes, mas atualmente bem mais do corpo que da alma. Hoje o caminho de volta está quase a meio caminho feito. Mas faltam ainda a voz e as letras que me permitirão tocar no sensível pincel da palavra e com ele desenhar e pintar todas as comunicações que tanto desejo.
Ouço músicas. Vagueio pelo sem fim da internet. Estou sempre pensando naqueles que entram em contato comigo e me alcançam através do carinho que têm por mim. Saibam eles que esse carinho é recíproco e que no istante exato em que comunicar torne-se possível, eu sairei de mim em direção a cada um deles.
Serão muitas coisas. A dizer, a contar, a tentar passar em pouco tempo pelo tempo que estou passando neste silêncio dorido. E a primeira palavra de mim a partir será "obrigada". Porque que outra, que outra palavra senhor, eu poderia dizer a estas pessoas que eu amo, desde aqui, calada e de longe, e que de mim não desistem?

2 de papo!:

zuleida disse...

Entendi a resposta, minha querida. Beijo. Tô aqui de olho, te esperando.Segurando a tua mão. beijo

Anônimo disse...

Jacqueline obrigada por partilhar conosco porque a dor repartida certamente dói menos.Ontem fui num sítio que fica além do Siqueiro.
Lá eu vi frutas plantadas como abacaxi, vi cabras leiteiras, riacho, roça de amendoim e comi broa com café e o mais importante:
conversei com a família da casa, que eu não conhecia. Não há dúvida Jacque, gente boa ainda é o melhor que há no mundo.E lá no sítio havia gente boa. Adorei o passeio.
Enviarei por e-mail uma fotinhu.
Bjão da Fatima.
P.S.: ah! e na hora da despedida a dona da casa me deu uma penca de bananas bem madurinhas.Que coisa mais querida essa gente do sítio né?

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