quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

SAI PRA LÁ, BICHO!







Hoje, último dia do ano, andei sonhando com um monte de coelhos. Gigantes. Quando acordei pensei: Uau, sei estivesse no Brasil ia jogar no bicho. Que engraçado né... Um jogo proibido, que todo mundo sabe que existe, todo mundo joga, todo comenta os resultados. Mas se falar em lei, o bicho simplesmente some, volta pra selva, desaparece da jaula.
Não é magnífico? Um entendimento que funciona numa perfeição de relógio num país de 190 milhões de habitantes. Ah, e se falar em legalizar, isto é, tornar legal, fazer o jogo do bicho ser um jogo dentro "das regras", funcionando "na lei", o povo berra: ninguém quer. Na surdina, por trás das cortinas, com uns mandando e outros cumprindo está tudo funcionando bem, muito obrigado.
Todo brasileiro gosta de jogar no bicho. Eu adoro. Quando se sonha, então, nem se fala! Tem gente que é craque em decifrar sonhos para colocar neles os números dos bichos. Tem aquela história de jogar na "cabeça" e outros gêneros a mais que tornam tudo mais divertido. E por fim a honestidade do jogo: ganhou, recebeu. Pouco ou muito. Nunca vi alguém reclamar disto.
Não estou, aqui com os coelhos gigantes do meu sonho, fazendo apologia às contravenções e ao crime, mas cá pra nós: é muita cara de pau fingir que não existe o tal jogo do zoológico. Ou não é?
Só que há mais razões entre os bolsos e a verdade do que possa imaginar a nossa vão filosofia...
E eu fico aqui. Calada e com meus coelhos.

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