domingo, 11 de janeiro de 2009

SIMPLESMENTE MAYSA


Dias de frio convém: ficar olhando desfilar algo de bom na tela, ouvindo o que ali vai acontecendo. Não deu para evitar, nem para colocar numa sequência para ver bem depois de uma quase interminável lista de filmes e séries que desejo ver durante o inverno. Não deu. Antes mesmo de ver o primeiro capítulo minha memória já tinha partido encontrar coisas que eu tinha esquecido: Lembra, os versos de "Ouça", de "Meu Mundo Caiu", entre tanatas, lembra, estavam lá, escritas nos cadernos de poesia da adolescência? Estavam lá, ecoando os sentimentos cantados por ela, Maysa, no meu coração tão cedo também apaixonado. E como é que eu ia esperar mais.
Play! Vou ver um pouco do que fizeram, vou ver a vida dela, ali exposta, imagino a coragem e todo o vulcão de emoções explodindo, pelo filho, Jaime.
Desdes os primeiros instantes eu olho e fico surpresa pela semelhança e expressões da atriz que a interpreta. Estou vendo mesmo uma série ou o tempo levou-me lá? O impacto não passa. Sigo vendo as primeiras cenas num ritmo acelerado, acompanhando, querendo e não querendo que as coisas aconteçam. Como se a gente pudesse mesmo moldar a realidade passada. Como se a gente pudesse avisar Romeu do que preparava Julieta.
Com o passar dos capítulos sigo-a pela tela, seus movimentos naturais, seus olhos profundamente fortes. O interior das casa lugar por onde ela evolui, as vistas das cidades, as praias, bares, restaurantes, boates, todo um mundo recriado de forma fascinante!
Menina, mocinha, mulher. Desde os tempos em que cerrava a boneca nos braços já era apaixonada pelo amor. Uma entrega total de si à espera do grande amor. E se viesse... E se fosse... Adolescente, escrevendo em cadernos os seus poemas, colando ao lado recortes de revista que clamavam o romatismo (Aqui, tenho certeza, muitas eternas adolescentes se reconheceram... - eu sim!). A cada tentativa uma parte de si quebrada, queimada, apunhalada por uma dor criada pelas expectativas vãs de um coração.
Me emocionei não com sua tristeza, incrustada tão forte em seus olhos, mas com sua imensa vontade de ser feliz, tentando de qualquer jeito e se afundando em suas próprias lágrimas de dor. Me entristeci muito foi com as loucuras que as pessoas são capazes de fazer para sugar outras. Nem deveria. Usar pessoas é uma capacidade tão comum em certas pessoas!
Agora, pausa. É o meu coração que pede. Para ver outras pessoas, em outras vidas, de outros jeito. Mas não deixarei de ver o que vem depois. Que foi o que aconteceu antes e tanto marcou!

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