quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

DELÍRIOS TREMEM


Momentos existem que são assim: nenhuma palavra, nenhuma frase, nada... que se concretize em sons ou letras. Apenas pensamentos febris, sonhos insistentes. Talvez se pudesse acusar dores ou rotina, mas ambas já foram mesmo inspiração. Então, por que?

Entre anjos e demônios há um bom tempo sobre tudo debato e eu mesma me debato tentando encontrar saídas e meios de me encontrar. Para que?

Resistência, insistência, permanência. Desejos de me subtrair da conta absurda que é viver por viver. Anseio por muito, desisto; experimento alguns momentos e sigo. Nada a ver e nada pode haver que me devolva a vontade antiga. Há mofo.

Perto de mim ruídos que faço calar enquanto a música substitui e vence. E o que mais pode ser assim substituído ou transformado? O que?

Meu sangue branco aparenta vermelho, disfarce artístico e motivado para seguir em paz.

E o mundo vai, vai seguindo. E eu vou, pulando as pedras e adivinhando os rumos. Pés calejados. Mãos secas. Voz calada, a boca que se morde e se tranca ferozmente com raiva ou com medo. Tudo vai. Para frente, para trás.

Não é um bom remédio na vida saber tanto. Não é...



(Ouvindo a trilha sonora do filme "Paris"... sem ser convencional... agradável aos ouvidos... muito gostosa esta trilha)


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