sábado, 23 de maio de 2009

Falando à Toa


Eu poderia passar horas a falar de mim sem jamais, em momento algum, ter realmente falado de mim mesma. Assim como na vida aqui passamos olhando para os lados e para cima, sempre pisando na ponta dos pés e tornando o conjunto dos gestos das mãos e a reunião das palavras saídas da boca ou da pena numa obcena e eterna penitência visando uma vida que necessita ser a outra e nunca esta. Não nos bastamos, o mundo não nos basta, uma vida não nos basta. Precisamos ou ser únicos, perdidos e solitários ou o extremo oposto, tão ligados ao cordão umbilical do universo que qualquer movimento individual impossibilita a visão de conjunto.


E eu poderia passar horas a escrever, mais em momento algum escreveria sobre o que me trouxe, de verdade, até aqui. Porque eu precisaria saber. E não sei. Ou talvez saiba. Mas não tenha conhecimento deste saber... Ou talvez...

1 de papo!:

T@CITO/XANADU disse...

Só não o sabes, porque não podes
ao mesmo tempo que me olhas,
ver teu próprio olhar apaixonado,
que escorre derretido
Dentro dos meus olhos
em ti cravados.
P A Z !
Tácito.

PS - Estarei editando o seu link em xanadu/poesias.

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