segunda-feira, 8 de junho de 2009

Diáfana


De repente eu sei:
Nunca pertenci.
A nada
e nem a ninguém.
Sempre estive
de passagem,
entre as alas,
entre os muros,
entre as falas,
entre os mundos.
Sempre tive folhas,
frutos tive também
sem nunca
criar
raízes.

2 de papo!:

Anônimo disse...

Gostei muito deste poema.
As vezes me sinto assim e vc descreveu bem o sentimento.
Bj da Fatima/Laguna
P.S.: Tá uma quarta feira bicuda, sisuda, cinzenta. Ah! tô nem aí! Vô parrua atras de peixe.

JAMES PIZARRO disse...

Quando o vegetal é jovem é bom voar.
Pólen carregado pelo vento. Dono de todos os céus. Vontade de chegar perto ao sol. Qual Fernão Capelo Gaivota em versão clorofilada.
But...os anos passam.
A seiva fica mais lenta em seu circular.
Caem as folhas. Os frutos são mais raros e menos doces. Os galhos começam a secar.
É hora de criar raízes.

Bj

James Pizarro

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