segunda-feira, 6 de julho de 2009

Band-Aid


Faço pouco
de mim.
Porque sei que eu o que eu quero
é manha...
Fingir que os males maiores
nem sempre são os piores
para ganhar
manha...
Corte profundo não dói de imediato,
só sangra.
Arranhões são tristes de doer
e precisam de band-aid!
Lágrimas encarceradas no fundo da alma espancada
são águas passadas (para o fundo, bem pro fundo!)...
Enquanto as doces lágrimas, chorosas e choradas sem chorar,
apenas soltas dos olhos sem pelo coração passar...
elas precisam de manha...
e eu preciso de manha
Manha pras dores cruéis e
para as vontades sem história
preciso de manha para o corpo e a cabeça e o que tem dentro de mim
poder sobreviver ao negro, negro que eu nego e nego
e não posso mais, não sei mais o que fazer para não ver!!

1 de papo!:

T@CITO/XANADU disse...

Pungente poema esse!
Poemárido de um canto/instante,
mágico, mágico, mágico.
Tácito.

PS - O que importa se é manha?

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