sexta-feira, 24 de julho de 2009

Rídiculo, mas verdade.


Estou numa sala de espera. Numa tela passa um documentário sobre os animais. Como preservá-los, como salvá-los, como fazer para não contribuir com a exterminação geral.
Ligo o computador e pela internet vou observando o ser humano tornar-se cada vez mais uma ilha: uma ilha de homossexuais, uma ilha de afro-algumaoutracoisa, uma ilha de mulheres, uma ilha de amarelos, uma ilha de homens, uma ilha de brancos... Ilhas de pessoas...! E são tantos os termos para definir as enormes quantidades de minorias que nem me reconheço mais em alguma delas. Qualquer hora morro afogada por não ter uma ilha específica para o meu caso...
Abro meus emails e ao invés de encontrar somente mensagens amigas, encontro dezenas de mensagens invasivas que me vendem tudo: de remédios para uma dor que não tenho a remédios para me aliviar de qualquer peso; de viagens ao redor do planeta até viagens ao paraíso, com a espada de várias religiões cravada em minha tela.
Ligo a televisão é só se fala de gripe. Vacina para gripe, máscara para gripe, remédio para gripe, despesas enormes para prevenção e tratamento de gripe. Todos os outros assuntos são relegados aos segundos e terceiros e quartos planos. Inclusive todas as outras doenças (gravíssimas!).
Neste planeta nosso que um dia, lá no alto, um homem admirado disse ser azul, estamos sobrevivendo à mingua.
Todos se criticam, se maltratam, se matam, disputam sem piedade espaços no chão, no céu e no mar. Colocaram uma cortina de guetos entre as pessoas e ninguém mais se vê como antes. Ser natural passou a ser incomum. Animais soltos na selva são a exceção e a alegria são os enjaulados em zoológicos e circos.
Hoje, se gritar, chamam a polícia antes de perguntar se você está bem e porque gritou. Hoje, se você se dirigir a alguém e não falar o "termo" correto, pode ser imediatamente processado. Hoje, se você crê em algo ou um ser superior, é um cretino; se não crê, é assediado porque deve ter um belzebu no corpo. Hoje, nem decidir sem mais nem menos pode: se não refletir antes, uma de suas ações pode provocar a ira de uma minoria... nem que seja uma de moradores do seu condomínio.
E nem quero falar aqui de política, dinheiro e poder. Porque nestes assuntos a história é velha, velha como o ser humano e, por consequência, está apodrecendo junto...
Indignações à parte, estamos caminhando, rápida e certeiramente, para a extinção da raça pela própria raça. Sem sutilidade. Com muitos absurdos, preconceitos, ódios e inveja disfarçados.

Rídiculo, mas verdade.


(Ouvindo John Mayer - Where The Light Is)

1 de papo!:

Lin disse...

Tens razão, minha querida! É tudo tão entediante, mecânico, sem vida e ridículo! Enfim, ainda temos músicas como as do Jhon Mayer!
(também ADORO!)
Beijos

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