sábado, 1 de agosto de 2009

Um brinde à vida


Alguns dias, semanas, depois um ano. E hoje são dois anos. Dois anos que ela abriu as asas e mostrou para o mundo que era um anjo. A gente, que não esperava, levou um susto enorme. Mas ela não avisou, simplesmente partiu. Ou talvez até tenha avisado, de mansinho, com pequenos gestos e doces palavras ao longo do tempo sem que déssemos a devida importância.
Dois anos depois eu olho pela janela e lá fora, nesta terra que ela amava muito, o sol brilha imensamente. O céu, de um azul claro, festeja o verão e as árvores, exuberantes em suas folhagens de tantos verdes, acenam levemente.
Ouço músicas. Músicas alegres como ela sempre amou. Me vesti alegre, alegre como ela sempre se vestiu e amou. E depois vou caminhar, olhar as pessoas, a vida, viver. Porque em minhas lembranças não há pessoa alguma que tenha significado melhor a palavra vida do que ela: minha mãe!
Saudades, Tetê! Um brinde à vida, onde e sempre ela estiver!
(Imagem: rosas de Genebra para minha mãe!)

1 de papo!:

T@CITO/XANADU disse...

Uma gota de efêmero
no fundo
torna lírica
a esperança
ensinou-me o tempo
a aguardar o tempo
e o ciclo da ressurreição.
Ensinou-me o tempo
que o tempo
todo tempo,
é um advento.

P A Z !
Tácito

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