quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Vida Adormecida


Passo as noites a insoniar
com meu corpo e
minha mente
que, cansados,
levantam automáticos
autômatos e sorriem
para o dia que não vêem.
Passo as noites a sonhar
com uma parte de mim
que não sei o que é
e de quem é feita,
mas que se vai e vai,
viaja, vive, tudo faz tão descansada
que, nos despertares das manhãs seguintes
mesmo se a vida suposta real é insonhável,
de exaustidão meu corpo fica mudo
exaurida a mente nem mais pensa...
Sobram restos de uma memória vivida
talvez apenas reminiscência de fato passado
um cansaço, um fio tão fino quase se quebrando
e ainda assim desdenhando o sono.
(Estou no silêncio dos meus afazeres... dentro de mim dói a cabeça, dói de hoje, de ontem. Ai esta cabeça que dói!)
(Imagem de Elene Usdin)

1 de papo!:

Pia Fraus disse...

hum... comprar cibalena pra ela.. rsrsrs lindo o poema como tudo por aqui é...

bj

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