quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Pontos de vista sobre a exaustão


A cabeça passa as marchas sem comando. As velocidades se alternam, as freadas são bruscas e não há o menor sinal de uma parada nas proximidades. Tudo vai numa sequência estilo queda livre. Longa rota. Até que ponto será possível controlar o desejo de não controlar? Enquanto a mente baixa as cortinas, extiguindo-se aos poucos, exaurida de uma corrida louca num esforço por manter-se alerta, o corpo larga as amarras e ao invés de correr, vôa!



A cabeça não mais comanda
e as marchas vão seguindo
as velocidades se alternando
sem um sinal de parada
a cada curva
mais bruscas são as freadas...
Segue, segue, cai, cai, vai indo
livre é a queda e a queda está livre.
Longa rota. Talvez longa demais.
Até quando se pode ter o controle
sobre o desejo de não controlar?
Se o controle mantém fixo na terra
o que poderia já não estar...
E enquando, exaurida,
a mente abaixa as cortinas do seu ato
extinguindo-se desta louca corrida que é fato,
questiona-se a alma se tanto esforço
por guardar vívidos e alerta os pensamentos
não é o porquê, a razão, o motor e o senso
do corpo como barco sem encosto e em tempestade
estar largando as amarras
para alçar vôo!

0 de papo!:

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