quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Subjetivas verdades


De onde vieram as palavras
que eu jurava não ter
pronunciado?
E todos os atos que tenho certeza
não ter praticado?
De onde vieram?
Talvez da mesma memória insidiosa
Que me conta e mostra coisas enganosas
Nunca vividas? Nunca vistas?
Nunca sentidas?
Ou quem sabe dos sonhos do sono e dos
sonhos insones
Ou das viagens em trens astrais,
transcedentais.
Verdade seja que tudo se mistura
e nem há mais tentativas puras
de lembrar ou saber
o que é real.


(Ouvindo Ebla, de E.S. Posthumus - nossa, como faz maravilhas...)

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