quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Traçando caminhos


O caminho está traçado, feito, "caminhado". Voilá! Agora já é possível parar e olhar para trás. Dar um tempo, uma descansadinha, uma olhadinha aqui e lá. Dá até mesmo para sentar e, meio Erasmo, ficar cantando certas mágos ali à beira. Mas verdade seja dita (se há uma verdade em tudo isto) é que o caminho, este caminho aí, não vai desaparecer. Não foi feito de areia movediça e nem foi construído em um dia. Não dá pra dar uma extraviada no coitado, fazendo de conta... E ele também não vai se modificar. Em nada. Nem unzinho dos tijolos amarelos do seu caminho que ficou para trás vai mudar de forma ou de cor. Não vai fazer curvas, apagar pedras e placas, mudar endereços visitados.
Este caminho, que é bem mais do que um esboço, é o desenho da realidade que você construiu, é seu. Todinho seu. Agora, ou você segue nele ou traça outro. Lembrando sempre que o primeiro você começou com zero anos de idade e seu nome está gravado nele e nele estão todas as suas impressões e, mesmo se o seu nome continua e continuará o mesmo (ou se mudar por algum motivo, quem sabe?) o novo caminho será iniciado com a idade que você terá no momento em que levantar da beira da estrada e deixar de lado as rememorações para continuar a viver.
A vida é isto, continuamente ir traçando caminhos. E aí, vai um lápis ou caneta?


(De leve, com Wes Montgomery no som)

1 de papo!:

RITA disse...

Muito profundo!!!
Mais profundo do que isto, só o umbigo da Wilza Carla!!!
Lembras???
ahahahaha!
Sério: gostei. demás!!! como sempre.
Bjão

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