quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Cadeiras vazias


Os de trás partiram para longe,
as cadeiras, quase todas,
estão vazias.
Os da frente partiram para perto,
as cadeiras, todas elas,
apontam o vago.
Sinto-me só.
Olho para os lados e encaro as portas.
Levanto os olhos e o corpo,
vou olhar de perto.
Há uma aberta, mostra-me uma paisagem
de expectativas:
São as cadeiras ocupadas, uma sala cheia,
a peça plena de alegrias que colorem o ambiente.
São os de trás, missão cumprida,
vivendo entre eles, conversando a felicidade.
Há uma outra porta, também aberta,
e dela entrevejo um outro mundo de esperanças:
Cadeiras ocupados pelos da frente que,
em meio à luz clara e canto alegre,
transbordam de júbilo.
De repente, um sorriso brota do fundo de mim.
E não me sinto mais só.
Tudo o que tive que fazer
foi me levantar
e esticar o olhar!




Cadeiras vazias não são sinônimo de falta ou de perda. São lugares vagos, são opções, são recolhimento de lembranças. Cadeiras vazias dão sinal de partidas e chegadas e mais do que tudo, são vida.

1 de papo!:

O símbolo disse...

O que é realmente maléfico é o momento em que não há mais lugares a serem ocupados. Quando não há mais "vazio" ou "ocupado".

Pior do que tudo é só o "fim", nenhum auditório, sem teatro, sem cinema...nenhum porvir.

Abraços !!

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails