sexta-feira, 16 de julho de 2010

Fugas constantes


Quanto mais me chegas perto
mais tenho medo.
Poderia falar contigo uma, ou duas vezes
mas tantas...
eu tenho medo.
Trocaria idéias contigo, visitaria teu sorriso
e contigo sorriria das coisas da vida.
Mas não muito perto
não por muito tempo
só de vez em quando
assim, um pouco longe.
E não me digas que o medo é bobagem
e nem perguntes na verdade do que
ou porque... tenho medo.
Seria só uma maneira menos sutil
de me fazer fugir
ainda mais depressa.
O medo me diz: não fala muito
e me sufoca com o peso da proximidade
e me deixa inconversável.
Não, não é somente contigo
que me ocorrem as fugas constantes, amigo.
Assim sou sempre, com todos os poros
em todos os portos e em todas as ilhas.
E destas retiradas sem astúcia ou plano
sobra-me a solidão, seu efeito ensurdecedor
e de amordaçamento.
E eu lamento,
de dentro do meu quarto escuro
esperando o próximo encontro
para saber se o medo virá.

1 de papo!:

Suziley disse...

O medo sempre sentimos. Eu também sinto medo. Mas vamos em frente..hehe!! Achei muito engraçadinha a imagem do Garfield deitado na bóia, de óculos escuro, no mar, cuspindo um peixinho..hehehe!! Êta gatinho danado..hehe!! Um bom final de semana, Jacque, beijos ;)

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