terça-feira, 28 de setembro de 2010

Abstrações da dor


Lá fora, através da vidraça, balançam vultos.
Passam vultos pelas calçadas
e nuvens pelo infinito azul celeste.
Chamo o balanço com os olhos e tento dar forma
com os olhos lá e cá busco o reconhecimento
sem muita adivinhação.
Os sons me chamam: vem ver, somos tristes
olha para nossa dor, vira o rosto, olha aqui!
E os olhos meio cegos de dormir de dia
mais do que nas noites quando o sonho não vem,
olham cá e lá e buscam um abstraimento
sem muita adivinhação.
Os semblantes conhecidos e desconhecidos
ficaram pelas costas.

3 de papo!:

T@CITO/XANADU disse...

E apenas, olhamos contemplando
Com olhares lânguidos,
Da entrada do túnel do tempo,
o inviolável pretérito...

Tácito

KAJUB disse...

Gostei muito do teu espaço, de tuas palavras Jacqueline!
Parabéns!

Pia Fraus disse...

precisando um pouco de suas palavras... eu vim aqui...

até

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