sábado, 27 de novembro de 2010

Em suspensão


Flutuava. Flutuava. Navegava num fluxo leve sem sons ou imagens. Todo o líquido do seu corpo fazia um com o ambiente e as gotas espargiam-se pela testa, pelos braços, pelo peito. Todos os seus pensamentos disseminavam-se em quase sonhos além do mar de sua própria fantasia. Estava leve, era leve, tinha se tornado leve. Submersos pensamentos. Imersas células. Completamente abismada com a situação feliz. Dois braços esticados em cruz beatificada; duas pernas semiabertas; dois olhos trancados no rosto e descerrados para um outro horizonte. Tinha desistido de seus planos mais próximos e acabara de conceber alguns para mais tarde. Se houvesse mais tarde. Ali, agora, fosse que planeta fosse aquele em que estava sua cabeça, ela tinha decidido: o corpo ficaria boiando no mar para prolongar ao máximo a sensação. Até afundar ou enrugar todinho.

2 de papo!:

Anônimo disse...

Gostei da sua Alfonsina!
Bjão daqui. Fatima

Sandra Helena Queiróz Silva disse...

Querida Amiga,

Retornando com força total.Diria em suspensão de alegrias, transbordando em mares sem limites da imaginação. Sinto-me bem melhor, muito mais porque posso pecorrer cantos que admiro, ler e navegar nas linhas que escreves.

Beijos de Luz!

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails