quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Parede de vidro


Por caminhos sigo devagar observando o mundo
e vendo de mim percebo, são tão poucos
que o som do meu silêncio os deixa roucos
e invisível o muro é um poço sem fundos


Há mais distância entre quem me vê e o meu eu
do que entre os polos e as avenidas das cidades
ou entre a busca mais serena da felicidade
e a agonia do que pela vida se perdeu


Quem construiu, diante de mim, esta parede?
Quem erigiu esta muralha e me fez ausente?
Quem me largou na multidão tão diferente?


Talvez eu mesmo e os medos e a sede
talvez o mundo na agonia mais fremente
deixou de mim apenas sombra aqui presente.

2 de papo!:

Rodrigo Passos disse...

maravilhoso poema!

PRECIOSA disse...

Belo poema que descreve o amor
Se permites te sigo
Me encantei com seu blog
Abraços carinhoso
Preciosa Maria

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails