domingo, 12 de dezembro de 2010

MALOGRO


Apanhou
da vida e não escapou.
Enquanto dormia
a vida seguia
e não o levou.
Coitado, vagabundo, excluído.
Perdido, imundo, baldeado.
Saiu da rua principal
onde andava cabisbaixo
entrou pela janela
na casa de um qualquer
e ele era um qualquer
e ele era o qualquer.
Acabou jogado
na rua da amargura
inútil e malogrado
vida que seguia
e não o levava e ia
esperdiçando o homem
que dentro dele existia
Apanhou e não sobreviveu
da vida ele não escapou...

1 de papo!:

Olavo disse...

Muito bom este poema..
Como criminalista vou copiar e colar em meu escritorio.
Bjs

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