domingo, 27 de março de 2011

Caminhos imprecisos


Meu caminho de volta eu fiz contando estrelas

brincando com seus reflexos na minha pele e no chão.

Eu estava olhando o chão.

Pulava amarelinha em quadrados imaginários de giz

e ia saltando, de um em um, de dois em dois

tentando chegar ao céu.

Fiz curvas fechadas, ví precipícios, escapei deles

porque asas transparentes sempre me seguraram.

Mesmo assim cheguei a ver o fundo, lá no fundo

aquele escuro que não se sabe onde termina

porque nunca se viu onde começou.

E ainda guardo as marcas brilhantes e invisíveis

aos olhos comuns como os meus

das asas que me guardaram e sei que guardam

quando saio pela rua a contar estrelas

e a pular amarelinha nas calçadas

tentando fazer o caminho de volta

pensando ser o caminho de ida.

2 de papo!:

Suziley disse...

Bela poesia, Jacque. Um bom domingo, beijos :)

Por toda minha Vida disse...

Jacqueline.

Mesmo adultas as vezes não sabemos se contamos estrelas ou pulamos no ar supensas nos braços de um anjo...

beijo

LinkWithin

Related Posts with Thumbnails