sexta-feira, 25 de março de 2011

Sem saudades


Eram duas horas da tarde e o avião deixaria a cidade dali a poucos minutos. Decidida, Mercedes deu passo adiante. Levava uma pequena valise e uma sacola na mão. Deixava amores, tristezas, amizades, cenas sólidas que não queria levar na bagagem. Nem as melhores e nem as piores. Queria a ausência de todas elas na nova vida que iria ter. Carregava o passado porque era obrigada, não era coisa de se sacudir e deixar cair como uma caspa mal vinda. Mas sobretudo não levava vontades de voltar. Saudades, isto ela deixara para o futuro.

1 de papo!:

Pia Fraus disse...

é sem saudade que a gente mais sente

bjos

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