quarta-feira, 13 de julho de 2011

E O QUE É MESMO SER “EX”?


Ser “ex” é mais ou menos como ser vice, ou seja, a utilidade na vida de qualquer um é discutível. Com a diferença (para pior) de que o vice, quando o titular sai, sempre assume o lugar. Ex? Nem pensar. Ex não chega nem a se parecer com reserva num time de futebol pois o reserva, se preciso for, acaba jogando. Ex, saiu do jogo, não volta mais.

Ex-namorada, ex-funcionário, ex-marido, ex-etc., simplesmente deixaram de ser. Seja qual for o nome que ganhou um “ex” na frente, com certeza perdeu todo o restante. As regalias, os títulos, posições, direitos (pode se falar de deveres?) e ainda. Mais ou menos como aquela frase fantástica e elogiosa que você acaba de ouvir sobre sua nova roupa e, quando já vai agradecer, escuta a palavrinha terrível: “mas”. Pronto, mudou tudo. Tudo o que você ouviu antes como elogio virou ex-elogio.
Ex-qualquer coisa pode ser bom para alguns currículos e matador para outros. Um ex-funcionário de alguma empresa pode ter isto considerado como bom e mesmo importante na sua carreira. Um ex-marido pode ser um bom pai e amigo mesmo depois do quarto casamento da ex-mulher. Um ex-presidiário já não recebe sequer o olhar condescendente do próximo, por exemplo.
Pior mesmo é “ex” que não se dá conta que a página virou e que “ex” justamente significa passado. Estes “ex” são os que viram sombras na vida de quem avançou e muitas vezes não está com vontade de olhar para trás.
Vamos ser sinceros: quem é ex-alguma coisa sabe, quem tem ex-qualquer outra coisa também sabe: todo mundo quer ser, estar, ter, mas no presente. Ser alguma coisa no passado, só em lembranças e fotografias mesmo.
Ex? É mesmo como ser vice em muitas ocasiões. Teria até certa representatividade se não existisse o titular. Pensando nisto, até lembro uma velha frase de cunho popular que diz muito bem: “O primeiro é o primeiro, o segundo é ninguém”.

Explicado?

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