quarta-feira, 6 de julho de 2011

Versões, traduções e afins

Vou te traduzir para a minha língua.

Tentar te entender melhor
Fazer de ti algo que meus olhos possam ver melhor
e meus sentidos captar melhor.
Vou te traduzir para poder te ter mais perto.
Assim, sem tradução, tem algo em mim que se pergunta:
Cabeça, coisas do âmago?
E sigo muda, sem resposta, tentando solucionar o insondável.
Mas verdade seja... no fundo eu te quero tanto
que se por algum motivo não der de traduzir
eu faço até versão.
Mudo tudo o que for necessário
para finalmente poder te guardar em mim
sem mal-entendidos, sem questionamentos, um cativeiro de loucuras.
E depois...
Depois, se nada der certo...
Talvez eu aceite o original e com ele todos os riscos
de me transformar.
Ser traduzida
ou interpretada numa versão de mim.
Pouco importa.
Neste duelo de paixão incontrolada
dois serão os vencedores.
Touché!


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