domingo, 11 de setembro de 2011

Contos do ontem


Por hora não penso em coisas que não me tragam boas lembranças.
Evito pensar coisas que me façam entristecer.
Penso na infância, longe já de mim e mais próxima que está das rememorações
quando o momento é de contar fatos e parecem ter acabado acontecer.
Também a juventude vem com a força dos seus anos e paira plena de vida
sobre as coisas que penso contar.
E é engraçado como se esquece com uma facilidade assim meio afetuosa
onde se colocou o livro ontem ou aquilo que deveria ser feito no dia seguinte.
Pessoas também, como coisas, desfilam e se perdem, se encontram, conversam e se despedem.
As lá de longe dos anos estão logo aqui, imediatas, urgentes, querendo ser lembradas.
E as de agora, as que estão pelos lados, ficam algumas vezes relegadas ao sentimento de um presente que se esvai.
Boas lembranças são assim feitas de ontens e hojes e hojes que se tornam ontens e são linhas não paralelas...
apenas se cruzam.
E eu tento passear pelas linhas colhendo nelas apenas o que me faça bem.
Porque o mal não desejo e nem quero. Nem espero.
Me envolvo nos contos do ontem e sorrio:
eu só quero o que me faça feliz!

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