quarta-feira, 28 de setembro de 2011

VERSOS SAZONAIS


Flutuando o pólen se insinua.
Crescei e multiplicai-vos,
oh flores da primavera.



Flores despedem-se
sobre o homem, apáticas pousadas.
Elas e ele arrancados, adeus!


O frio corre solto como fios revoltos
revoltando e revolvendo as folhas.
Voante outono!


Pensei que fosse para sempre.
Pensaram também?
Desdém... verão as águas de março...


Brotam verdes folhas limão
Recém nascidas
Filhas da primavera.


A cigarra foi trabalhar.
E o silêncio da mata
assombrou a formiga.


(Editado em livro, Jacqueline Aisenman)

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