quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Relâmpagos


Desde a tempestade, no instante
De chuvas solidárias, tão serenas
Conheci de ti o ser errante
A traduzir de mim as emoções amenas

Tantas outras foram as vontades
A misturar de nós os elementos
Melhor seria ver o céu coberto
O azul de preto, sem nem mesmo a lua

E o relâmpago a talhar incerto
O corpo morto que deixei na rua
Nem ouço os ruídos da chuva que cai

Nem penso nas poças tão cheias
Sei de mim a dor que não se vai
Sei de ti o amor que te laceia.


(De meu livro Coracional, de 2007)

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