terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Despedidas demais

Entre as rotineiras, casuais, inesperadas, fáceis, árduas, temporárias, definitivas, voluntárias, indesejadas... Passamos nossa vida entre despedidas. As que nem se percebe, pouco ou nada causam; outras deixam sensações que podem ou não durar. E tem aquelas que marcam tão forte como se um ferro quente cravasse nosso coração. Despedimo-nos de pessoas e animais (ai, estas despedidas tantas vezes cruéis!); despedimo-nos de épocas (adeus infância, adeus juventude, adeus...); despedimo-nos de fatos (saudades depois?) e mesmo de objetos (aquela blusa que eu usava quando te conheci, o vestido daquele baile...). Despedidas são sempre despedidas, e é nossa maneira de encará-las que lhes dará a real densidade. Mas no fundo, o que importa é que as despedidas são idas, e as idas sempre trazem voltas. Senão do mesmo, do novo que irá nos confortar ou ao menos suavizar o sofrimento que a ausência provoca tantas vezes.

Imagem by Luthiae

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