quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Tantas idades

Ali pelos dez anos, a infância batendo as asas, a gente quer crescer porque se pensa que quem cresceu tem tudo. Depois se faz quinze e se achando já crescida e sabida, a gente pensa nos dezoito só pra alcançar a legalidade para certas coisas. Vem depois os vinte e poucos e nestes vinte e poucos a gente reclama muito, pois os sonhos pararam de crescer sob nossos olhos e nossos olhos deram de cara com uma realidade cobradora e inquisidora (e nestes vinte poucos a gente tem tudo, só não sabe...). Chegamos aos trinta como quem não quer nada, já com uma bagagem que se pensa enorme e ela é tão pequena e frágil. Aos quarenta a vida parece que volta a ter asas, o mundo algumas vezes dá voltas de cento e oitenta graus e a gente quase que reencontra em meio à realidade, aqueles sonhos que nos embelezavam a vida aos quinze. Vem os cinquenta e a verdade é que por mais que se esteja de bem com a vida, começa-se também a pensar na morte. Ela, a morte, passa a fazer parte da vida. Não há mais devaneios, há planos. A vida agora é pra valer! Poderia escrever sobre os sessenta, os setenta, os oitenta? Ainda não... Mas pretendo! Enquanto isto, deixo ao encargo dos que aprendi a admirar e que podem, eles sim podem, escrever sobre o caminho depois dos cinquenta. E de todo jeito, ainda na infância ou em qualquer idade outra que avançando vai pela vida, todos temos o que dizer. Todos temos porque somos únicos e a vida que nos recebe a cada manhã nos diz isto. Para viver é imprescindível carregar no coração todas as idades!


Imagem by Cloud_room

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