sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Dia cinza

Há qualquer coisa de belo num dia cinza. Algo de antigo, de passado, de quase velho. Como se o dia, mesmo que acontecendo no momento, já tivesse acontecido há tanto tempo.
Suas cores entre o branco e preto se sobrepõem em vários tons e a gente chama tudo assim de cinza, acinzentado, cinzento.
E o dia envelhece antes do tempo, quase termina, quase anoitece. Nos deixa no desamparo de um sol que se nega a aparecer.
Dia cinza. Uma música lenta aumenta a lentidão do dia que se arrasta para a tarde. E depois para o anoitecer. Enfim fará noite e o dia borralhento, grisalho de suas horas vãs, irá anoutecer e receber a lua que, ela também virá em tons de cinza.
Então fecharemos os olhos e tentaremos buscar nos sonhos a desculpa para acordar na próxima manhã.


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