segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Dos tempos de chuva

Céu cinza. Coração branco. Chão escuro. Coração claro. Pouco vento. Coração respirando. Pingos de chuva caindo. Coração sentindo.
Do céu cinza descem pingos de chuva como lágrimas
e o chão escuro os recebe e forma poças imensas
como se fossem lagos
afagos
da água na dura superfície.
Respira o vento.
Enquanto isto meu coração tão claro, de um branco imaculado
acinzenta-se entre certas lembranças que o chamam
como se fossem Medeias
ideias
trazidas pela crueldade do tempo.
Transpira o coração.
E o vento passa
se aligeira
quer ser tempestade
inteira.



Imagem by Utopic Man

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