segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

FASCÍNIO

O fascínio dos sonhos nunca é o mesmo ao amanhecer. Quando os olhos se abrem e as imagens fogem para algum lugar lá dentro de nós, ficamos entre o desejo de fechá-los novamente e correr atrás do que estávamos vivendo e o impulso natural de erguer o corpo, já esquecendo, já tudo deixando para trás. Apenas, há sonhos que são persistentes e demonstram sua pertinácia voltando em outras noites...

Estes sonhos que renegam a nossa própria vontade e independem de nosso consentimento consciente, trazem como num filme cenas que podem ir e vir, personagens que vivem e revivem cenas, épocas que passeiam entre o ontem e o amanhã. Não são proféticos, não são patéticos, não são poéticos. São sonhos vivos. Em muitos instantes bem mais do que a própria vida despertada.

Nada de sonhos que vem de braços dados com interrogações. Ou dançando na mente como certas pinturas ditas de arte moderna... Nada de figurações anônimas...

Sonhos pertinentes. Sonhos frementes. Sonhos que nos fazem querer saber de que lado da vida afinal estamos... agora!

(Texto de 2008)

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