terça-feira, 2 de abril de 2013

Meditação

Eis que surge de mim então o nada
e ele se instala.
Um silêncio perturbador
que cala.
Nada a dizer
ou fazer
pensamentos voando longe, tão longe
nem eles fazem
o menor barulho.
Há silêncio na cabeça
e o coração que ainda bate
bate como se fosse
madrugada
e a madrugada
pedisse também
silêncio para os que dormem.
Num segundo ou dois apenas
uma viagem.
Depois, a normalidade
do carro buzinando na rua
o cachorro latindo
a janela batendo
a campainha do vizinho que toca.
Foi-se o silêncio do nada.


1 de papo!:

Kotta1947 disse...

Ao passear pelo seu blog depois de uma longa ausência gostei mesmo do seu poema que por momentos o silêncio se instala e logo a seguir tudo volta ao normal. Gostei. Abraço

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