quarta-feira, 2 de outubro de 2013

IMENSIDÃO



 Ouço tua voz. Não te vejo. Há na imensidão de mim apenas um eco. Ouço o que seria tua voz. Mas como não te vejo penso que seja o eco na imensidão vazia. Provavelmente já estás longe. Muito longe.
E nesta imensidade de meu coração desabitado há espaço para o eco que te repete, repete, repete, sem cessar. Até preencher o músculo desabitado em meu peito com a única coisa sobrada: a saudade, desmedida saudade. Mais nada.


Imagem by Ipapun "Aurora Deep Flow"

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