sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Da violência da paixão



Meu pensamento capturou de ti a imagem. Meu coração, apenas a essência. Agora, preso que estás dentro de mim, me diga: para que liberdade se a paixão acorrenta e amordaça e ainda assim o corpo não pede outra coisa...?
Meu corpo tem o teu corpo nesta tortura infinita de gestos e palavras que inflamam e provocam reações inesperadas.
Não há alma na paixão; se houvesse ela poderia voar para outros cantos e entoar outros cantos que não fossem as intensas melodias do corpo.
Só há corpo na paixão que amanhece alguns sentidos e anoitece outros.
A paixão que é fúria e com frenesi desperta o sonho e o calor do corpo antes adormecido pelo amor, dormente da rotina.
Desta prisão em que te encontras, celas abertas e sem algemas, me diga: queres partir?



Imagem by leonida fremov 

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