terça-feira, 13 de maio de 2014

DERRAPAGEM



Foi olhando nos olhos
dos olhos
daquela foto.
Olhos felizes
de uma outra
época
outras matizes
outras razões
para sorrir...
E de repente
uma sombra
um pensamento
um momento
assombramento:
quando foi?
por que foi?
como foi?
que tudo
derrapou?
Haverá de chamar-se
destino?
E por assim então
recolher o sorriso
e soltar a lagrima?
Ou será somente
do vivente um deslize?
Que o fez fazer a curva
ao invés de seguir
a estrada antes
desejada?
Destino é mais simples
de aceitar
Pois derrapagens, intencionais
ou não... são erros...
E naqueles olhos
Tudo estava dito
Mais do que isto,
estava escrito
visto...
Por causa então,
presente ali
a melancolia...
Já havia a indiscutível e
absoluta certeza
de que a estrada
nunca mais seria
a mesma.

(Poema de 2008)

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